
Para aqueles que não sabem, Omuhipiti é o nome macúa para a Ilha de Moçambique. Talvez menos ainda saibam que significa "O Esconderijo". Foi porque visitei a maravilhosa Ilha de Moçambique em Agosto de 2008, porque me apaixonei pela ilha e pela sua gente, mas também porque achei o nome "Esconderijo" interessante para passar a ser um sitio onde escrevo reflexões sobre as viagens que tenho feito e que farei.
Benvindos todos os que gostam de reflectir e viajar no planeta, fazendo desse exercício uma desporto de alma e mente.
Parti, rumo a Moçambique no dia 4 de Agosto de 2008, esgotado física e emocionalmente com o vazio que se sente quando se acalça um sonho e ainda não se sabe como vai ser a noite seguinte. Levava na "mala" companhia boa: um primo da minha mulher - o Zé. Um homem nobre e notável, pai de 4 magníficos seres humanos e mentes brilhantes para acompanhar. Homem do Alentejo e da lavoura, da aventura e da aspiração, uma amizade que se confirmou e uma coincidência que apenas aconteceu para os que nela acreditam.
Passamos uns dias em Maputo, na companhia da fantástica comunidade de Portugueses, que neste caso foram orquestrados pelo João Trincheiras (que logo aproveitou para realizar um encontro startracking com cerca de 73 pessoas e que fez aproveitar para apadrinharmos mais 16 crianças carenciadas, do projecto - Um pequeno gesto). Mas não me detenho em Maputo, pois a nossa viagem tinha outro destino. Deixo apenas um enorme obrigado a todos os Portugueses em Maputo, pela hospitalidade e pela amizade que ficou.
Seguimos viagem para o nosso destino final - a Ilha de Moçambique, mas o avião não nos levou para além de Nampula. Foi lá que encontrei o meu irmão Jorge, onde conheci o meu sobrinho o Frederico!
Sete anos depois de "sofrer" uma picada (estrada de terra) de quase 200 kms, tive a sorte de acabar uma nova estrada antes da conversa com o meu irmão e com o Zé. Ao longo de todo a estrada fomos vendo pessoas à beira da estrada, a alguns comprámos caju para entreter a fome do pequeno Frederico de 2 anos.
Fomos recebidos na Ilha de Moçambique pela árvore secular que guarda a ponte e que parece lançar uma serpentina por cada feitiço de amor que lança a quem chega a esta pérola do Indico.
A Ilha cresceu, se não no seu tamanho, na sua gente. "Actualmente a Ilha conta com cerca de 15 mil pessoas" informou o Jorge, "sim, está mais degradada" constatei, "mas é muito bonita" rematou o Zé (com toda a razão).
Chegámos à "Casa" do meu irmão - "o palácio da paz", pousámos a mala apenas para cumprimentar a Ginja (Anifa de seu nome) e matar saudades. Depois de instalados nos quartos humildes e simples, sentámos-nos para desfrutar da vista de mar, no paredão de fronte da casa do meu irmão. A fome essa apareceu para interromper a vista, mas não a conversa sobre as obras que foram necessárias para construir a "pousada"...rapidamente recuperámos os lugares de luar contemplar as estrelas que moram neste céu. A noite foi fria, mas dormimos bem. Amanhã há mais...contarei como foi o 2º dia...o principio desta grande aventura.
Benvindos todos os que gostam de reflectir e viajar no planeta, fazendo desse exercício uma desporto de alma e mente.
Parti, rumo a Moçambique no dia 4 de Agosto de 2008, esgotado física e emocionalmente com o vazio que se sente quando se acalça um sonho e ainda não se sabe como vai ser a noite seguinte. Levava na "mala" companhia boa: um primo da minha mulher - o Zé. Um homem nobre e notável, pai de 4 magníficos seres humanos e mentes brilhantes para acompanhar. Homem do Alentejo e da lavoura, da aventura e da aspiração, uma amizade que se confirmou e uma coincidência que apenas aconteceu para os que nela acreditam.
Passamos uns dias em Maputo, na companhia da fantástica comunidade de Portugueses, que neste caso foram orquestrados pelo João Trincheiras (que logo aproveitou para realizar um encontro startracking com cerca de 73 pessoas e que fez aproveitar para apadrinharmos mais 16 crianças carenciadas, do projecto - Um pequeno gesto). Mas não me detenho em Maputo, pois a nossa viagem tinha outro destino. Deixo apenas um enorme obrigado a todos os Portugueses em Maputo, pela hospitalidade e pela amizade que ficou.
Seguimos viagem para o nosso destino final - a Ilha de Moçambique, mas o avião não nos levou para além de Nampula. Foi lá que encontrei o meu irmão Jorge, onde conheci o meu sobrinho o Frederico!
Sete anos depois de "sofrer" uma picada (estrada de terra) de quase 200 kms, tive a sorte de acabar uma nova estrada antes da conversa com o meu irmão e com o Zé. Ao longo de todo a estrada fomos vendo pessoas à beira da estrada, a alguns comprámos caju para entreter a fome do pequeno Frederico de 2 anos.
Fomos recebidos na Ilha de Moçambique pela árvore secular que guarda a ponte e que parece lançar uma serpentina por cada feitiço de amor que lança a quem chega a esta pérola do Indico.
A Ilha cresceu, se não no seu tamanho, na sua gente. "Actualmente a Ilha conta com cerca de 15 mil pessoas" informou o Jorge, "sim, está mais degradada" constatei, "mas é muito bonita" rematou o Zé (com toda a razão).
Chegámos à "Casa" do meu irmão - "o palácio da paz", pousámos a mala apenas para cumprimentar a Ginja (Anifa de seu nome) e matar saudades. Depois de instalados nos quartos humildes e simples, sentámos-nos para desfrutar da vista de mar, no paredão de fronte da casa do meu irmão. A fome essa apareceu para interromper a vista, mas não a conversa sobre as obras que foram necessárias para construir a "pousada"...rapidamente recuperámos os lugares de luar contemplar as estrelas que moram neste céu. A noite foi fria, mas dormimos bem. Amanhã há mais...contarei como foi o 2º dia...o principio desta grande aventura.

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