sábado, 1 de novembro de 2008

Partida do Palácio da Paz

Despedi-me do Palácio da Paz com esta imagem de tranquilidade do sitio que nos albergou e com a promessa de voltar, senão antes, ...para o ajudar a terminar. O Hafiz levou-nos a Nampula para, num acto de hospitalidade fraterna, se despedir...e assim terminou a nossa viagem a Omuhipiti.

Os corais sociais

Na manhã seguinte, senti o fim da viagem. Os adornos decorativos do pátio do Jorge, sugeriam-me a lembrança dos corais sociais que se formavam (enquanto descansava) e dos cérebros que se juntavam pelo mundo..das minhas responsabilidades, das minhas promessas e dos meus sonhos..mas o espírito de Pessoa interrompeu para justificar a minha preguiça de verão, chamando-me à razão. "aqui vieste para descansar a Alma".

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Cansámo-nos desta vista

Quando o dia começou a bocejar e tentámos ligar o carro do Jorge ele já estava adormecido. Tentámos o "chove", mas nada não havia cooperação possível. Esperámos pelo mecânico até que o carro obedeceu. Arrancámos com um pedido desculpas acelerado ao telemóvel, mas logo no mossuril parámos de novo. A noite chegou....e com ela o Hafiz, que nos salvou. No carro estivemos horas com conversa de fôlegos, pensando que no dia seguinte deveria ser este carro a levar-nos a Nampula.

Melhor de tudo

O apetite pelo pequeno almoço fez-nos regressar a casa. Sendo Domingo, decidimos que o dia seria uma repetição do melhor de tudo...ou talvez nem por isso...apenas concordámos repetir a ida à praia das chocas.

O dia foi mais longo, mais desfrutado e acompanhado por um casal de catalães (hospedes do meu irmão que o destino quis juntar). Ela pivot de um canal de televisão e ele um perito de vídeo, que se apaixonou pela mulher que estava para lá da objectiva. A conversa foi sobre o futuro...convidamo-los a regressar no nosso carro..mas o destino pôs-nos à prova.

Lulas? ou foto?

A perspectiva é ímpar, mas a interrupção é inevitável. Dois compradores indagam "quer lulas?"....ao obrigado disparam "e foto?" Click.

Linha para o Céu

Na manhã de Domingo o primeiro passeio é pelo tapete de pedra que forra o chão do mar e que acama a fortaleza. O som do mar compete com as saudações esbatidas dos pescadores da matina. A linha para o céu surge pedindo um novo reparo pela obra militar que edificámos neste lugar.

Nova Sorte

O dia acabou na tranquilidade com que começou. Na esplanada virado para o mar o pensamento visita-nos obrigando ao tema da vida. "A vida é uma canoa que todos os dias usamos para navegar pelas marés, desviando-nos das correntes e tempestades e acreditando nos anúncios de bonança publicados no céu. Mas sobretudo é uma canoa que está la todos os dias, aquela que garante que todos os dias se dão de novo as cartas e que pode haver sortes novas"